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02-Dez-2008 |
A Câmara da Maia, em parceria com a Faculdade de Ciências da Nutrição e da Alimentação do Porto, está a implementart o "Projecto Maia Sénior". São disponibilizadas aos séniores sessões de educação alimentar, rastrio gratuito de ricos cardiovascular um lanche saudável.
Global Notícias
2008.11.27
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01-Dez-2008 |
Muitos pais já ouviram dizer que abanar um bebé é perigoso, mas poucos sabem que leva apenas uns segundos a destruir uma vida. As estatísticas mostram que a maioria das lesões são causadas pelos pais ou pelos companheiros dos pais. As babysitters também aparecem no retrato.
Teresa Trojanovski pensa como seria se o seu filho T.J. pudesse jogar hóquei no gelo ou futebol americano, ou se pudesse vir a tirar a carta de condução ou a ter a primeira saída com uma namorada. "Em sonhos via-o a gatinhar, a dizer as primeiras palavras, até o ouvia a dizer 'mamã" ou 'adoro-te'", conta Teresa.
Mas a esperança de vida normal para o seu filho mal teve tempo para se instalar antes de T.J. ficar profundamente lesionado com apenas 28 dias, e com 85 por cento do seu cérebro afectado. Onze anos depois, T.J. está sentado numa cadeira de rodas na casa da família Trojanovski em Groton, estado de Connecticut, EUA, incapaz de ver mais do que luz ou sombra, incapaz de falar ou mover o corpo segundo a sua vontade. As refeições são-lhe ministradas por via de um tubo gástrico.
A causa de tudo isto? Quando era bebé foi fortemente abanado pelo seu pai, que tratava de T.J. durante a maior parte do tempo enquanto Teresa recuperava de pneumonia e problemas cardíacos.
"Estão sempre a perguntar-me", afirma Teresa, que está divorciada. "Muitas pessoas dizem: 'Ele nasceu assim ou teve algum acidente de carro?' Ninguém consegue imaginar que alguém que devia amá-lo lhe fez uma coisa destas."
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29-Nov-2008 |
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Maria José Nogueira Pinto, jurista

Lembro-me de três irmãos, institucionalizados, que tinham sido
retirados à mãe por esta ser débil mental. As crianças julgavam que o motivo da
institucionalização se devia às péssimas condições da habitação onde viviam e
quando souberam que a câmara tinha dado uma casa à mãe pensaram que já não
havia razão para a família se manter separada. O mais velho, talvez com dez
anos de idade ou pouco mais, tinha mesmo concebido todo um plano que me expôs
com grande razoabilidade: eles ajudariam a mãe e não faltariam à escola e só
era preciso que a "senhora assistente social" acompanhasse a situação
e arranjasse aquele subsídio a que a mãe tinha direito. E talvez porque esta
solução desafiava o mais rigoroso by the book, tornando-se inadmissível,
não foi assim.
Recordo também o caso de uma mulher que escassas horas após o parto desapareceu
da maternidade, deixando o recém-nascido. Alertada para o facto e instada a
participá-lo à polícia, decidi esperar umas horas. A mulher regressou ao fim da
tarde e explicou-me com a maior naturalidade que tinha ido trabalhar. Era
empregada numa peixaria, o seu contrato era precário e não podia ser despedida
agora que tinha um bebé. Esta supermãe, devidamente apoiada, conseguiu guardar
o emprego e criar o seu filho.
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