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01-Out-2008 |
Aura Miguel Rádio Renascença :: 2008.02.22
Quando a ameaça da morte nos bate à porta, desmorona-se o mundo da aparência em que vivemos. A morte é a nossa maior certeza. Podemos não saber mais nada sobre o que a vida nos dá, mas uma coisa é certa: todos havemos de morrer.Ora, um dos sintomas da secularização em que estamos mergulhados é o de que não gostamos de falar nisso. Tentamos evitar o assunto, distraindo-nos para não pensar? Há cada vez mais plásticas, para disfarçar a idade, mais obsessão com a forma física e com as dietas. Só que nem sempre a realidade colabora e, quando a ameaça da morte nos bate à porta, desmorona-se o mundo da aparência em que vivemos. Os mais velhos e os doentes tornam-se um tropeço e a eutanásia surge como um antídoto simpático, um avanço de civilização. Há vários filmes ? um deles com Óscares ? que a defendem e há pressões para a sua legalização, como já aconteceu na Holanda, na Bélgica e no Estado norte-americano do Oregon. Nestes dias, a Santa Sé organiza um congresso para responder a estas pressões políticas e mediáticas. O objectivo é que a morte não seja encarada como um estorvo, mas como o momento mais decisivo daqueles que passam por ela ou dos que estão á cabeceira de quem morre. |
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01-Out-2008 |
A Páscoa é sempre o primeiro Domingo depois da primeira lua cheia após o equinócio de Primavera (20 de Março). Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano. Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na sua vida! E só os mais velhos da nossa população viram alguma vez uma Páscoa tão temporã (mais velhos do que 95 anos!). 1) A próxima vez que a Páscoa vai ser tão cedo como este ano (23 de Março) será no ano 2228 (daqui a 220 anos). A última vez que a Páscoa foi assim cedo foi em 1913. 2) Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285 (daqui a 277 anos). A última vez que foi em 22 de Março foi em 1818. Por isso, ninguém que esteja vivo hoje, viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano. |
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01-Out-2008 |
Fundação Maria Ulrich
Colóquio: ?A Esperança na Educação? 4 Abril, 17 horas, Auditório Cardeal Medeiros, Universidade Católica Portuguesa
Oradores: Prof. Dr. Adão da Fonseca Padre João Seabra Dr. José Manuel Fernandes Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa
http://www.fmu.org.pt/ |
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01-Out-2008 |
João César das Neves
Destak :: 2008.03.20
O mundo não sabe o que há-de fazer da Páscoa. Ao Natal transformou-o num cromo colorido e festa da família; aos santos populares reduziu-os a bailaricos e festival gastronómico; ri-se de Fátima. Mas da Páscoa não sabe o que fazer. Como se lida com a celebração anual da tortura e morte de um subversivo?
Este embaraço é o mesmo que toda a criação, até aos Anjos, sempre sentiu diante desta ideia inaudita do próprio Deus. Que o Criador, que fez o Céu e a Terra, tenha vindo a este mundo pessoalmente, que tenha pregado pelas estradas como um arruaceiro, e tenha sido preso como tal, é algo de incompreensível. Como pode o Senhor do universo ser julgado e condenado pelo tribunal legítimo e executado da forma mais infame e degradante da época? Este é o facto que anualmente, um pouco por todo o mundo, um terço da humanidade continua a celebrar quase dois mil anos depois do sucedido.
Se o facto histórico é desconcertante, o mistério por detrás ainda é mais. No meio daquele suor de sangue e flagelos, da coroa de espinhos e cruz, dos passos sangrentos e dos cravos, da exposição e morte, estão os meus pecados. Todo este sofrimento foi tomado pessoalmente pelo Deus sublime para assumir, castigar e redimir os pecados de todos nós. Por isso a festa da Páscoa é a festa da nossa libertação, da libertação mais radical, profunda e absoluta que se pode ter. Não a memória de uma libertação antiga, mas a realidade presente da liberdade. Seguindo Cristo somos gente nova. Não admira que o mundo, como nós, fique perplexo diante da Páscoa. |
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01-Out-2008 |
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In Familia :: 2008.03.20
As celebrações da Semana Santa em Braga trazem à Cidade dos Arcebispos todos os anos milhares de pessoas de todo o país e, nos últimos anos, um elevado número de turistas estrangeiros que esgotam a capacidade hoteleira.
Pode consultar o programa completo em:
Destacamos a procissão de hoje à noite, pela sua riqueza religiosa e cultural.
Procissão do Senhor «Ecce Homo» Quinta-Feira Santa, 2008.03.20 22:00 h
Saída da Igreja da Misericórdia

Organizada desde tempos antigos pela Irmandade da Misericórdia, esta procissão evoca o julgamento de Jesus, ao mesmo tempo que celebra a misericórdia por Ele ensinada.
Abre o cortejo o exótico grupo dos farricocos com grosseiras vestes de penitência, descalços e encapuçados, de cordas à cinta, como outrora os penitentes públicos, empunhando matracas e fogaréus (taças com pinhas a arder). Daí chamar-se também «Procissão dos Fogaréus». Integrados na procissão, revestem um simbolismo diferente do da tarde: evocam os guardas que, munidos de archotes, foram, de noite, prender Jesus.
A imagem do Senhor «Ecce Homo» representa o Cristo tal como Pilatos o apresentou à multidão, dizendo: - «Eis o Homem!». Além de muitas figuras alegóricas da Ceia e do julgamento de Jesus, desde 2004 incorporam-se na procissão alegorias das catorze obras de misericórdia, bem como figuras históricas ligadas à fundação e à história das Misericórdias.
A procissão percorre o seguinte itinerário:
Igreja da Misericórdia, Rua D. Diogo de Sousa, Arco da Porta Nova, Av. S. Miguel,-o-Anjo, Rua D. Paio Mendes, Rua D. Gonçalo Pereira, Largo de S. Paulo, Largo de Paulo Orósio, Rua do Alcaide, Campo de Santiago, Rua do Anjo, Rua de S. Marcos, Largo Barão de S. Martinho, Rua do Souto, Largo do Paço, Igreja da Misericórdia. |
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