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O que "pensa" a televisão PDF Imprimir e-mail
01-Out-2008
Vasco Pulido Valente
Público :: 2008.04.05

Com a idade durmo cada vez menos: cinco horas normalmente, seis com alguma sorte. O grande terror é, por isso, acordar de madrugada ou no meio da noite e andar por casa sem ocupação, à espera que o sono volte ou que o tempo passe.
Para evitar este vexame da terceira idade, tento não me deitar cedo e fico horas sem fim imbecilizado e boquiaberto a ver televisão. O que vejo não deixa de ser curioso e de certa maneira intrigante como retrato do Ocidente contemporâneo, ou, se quiserem, da América contemporânea. De série para série e de filme para filme, os temas não mudam: primeiro, a "beatificação" da mulher; segundo, a "sacralização" da criança; e, terceiro, a obsessão com a morte. Não a morte "clássica" pela violência, relativamente rápida e distante: a morte "representada" com franqueza pelo cadáver.

Numa era de feminismo, ainda militante, a "beatificação" da mulher não surpreende. Desapareceu a vampe, a espia, o ogre doméstico; a mulher anos 30 e 40, que seduzia, atraiçoava e explorava o homem. Hoje só há a "mulher-herói" mais forte e competente do que o homem, ou a "mulher-vítima", que o homem (o serial killer ou o oportunista brutal) rapta, viola, tortura e assassina. Tudo isto está na ordem do dia e é sempre pretexto para a mesma história cautelar: não confiar nunca no macho da espécie.
E daqui vem, evidentemente, como corolário, a "sacralização" da criança. A criança inocente, incorrupta, quase angélica, que o adulto perverte e atormenta e que usa como objecto do seu prazer (o pedófilo) ou do seu interesse (da família perversa ao criminoso comum, que "trabalha" prosaicamente para o resgate).

A mulher e a criança da televisão ainda se compreendem. O que já não se compreende tão bem, numa cultura da saúde, é o fascínio pelo cadáver. Uma patologista é a personagem principal da série A Patologista (naturalmente) e da série Ossos. Nos CSI (Las Vegas, Miami, Nova Iorque), poucas vezes faltam uns minutos de autópsia, com a exibição, bastante realista, de um estômago ou de um fígado, de um cérebro ou de um coração. Como não faltam vários géneros de corpos putrefactos. Será que as pessoas precisam, e gostam, de saber onde as vai levar tanta saúde? Ou será que o espectáculo da matéria humana decomposta esconjura a morte? Pelo menos, na ausência consoladora de uma outra vida, a miséria desta atrai o Ocidente. Para além daquilo, não existe mais nada.


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Comunicado APFN PDF Imprimir e-mail
01-Out-2008
No próximo dia 22 de Abril, a APFN celebra o seu nono aniversário, dando início ao 10º ano da sua actividade de promoção da Família, em particular no seu direito a ter os filhos que deseja sem por tal ser penalizada.

Para a celebração deste importante aniversário, estão previstas várias iniciativas ao longo do ano e que culminarão no II Congresso Nacional de Famílias Numerosas no dia 18 de Abril de 2009.

Nesta data, a APFN deseja agradecer a todos quantos nos têm ajudado nesta difícil tarefa, designadamente:
O crescente número de famílias numerosas que, diariamente, se vão inscrevendo como sócias, dando mais força à associação - em breve, ultrapassaremos o número de 7.000 sócios!
As muitas centenas de empresas que conferem descontos aos sócios, fazendo com que "ser mais, custe menos", lema do nosso Plano +famili@;
As empresas que vão celebrando protocolos de colaboração com a APFN, ao abrigo dos quais tem sido possível elaborar projectos de acção mais importantes e de média duração;
As dezenas de autarquias de diversas "cores políticas" que têm posto em prática as nossas propostas, apostadas em se apoiarem nas famílias numerosas como única solução para vencer o Inverno demográfico, em, contraste com a estafada política de construção de rotundas e chafarizes em vilas e cidades cada vez mais desertificadas e envelhecidas;
A comunicação social em geral (imprensa, rádio e televisão) pelo carinho com que nos acolheu desde a primeira hora, reconhecendo-nos como quem fala do que sabe porque vive o que diz, em contraste com os que falam muito e nada dizem porque falam do que ouviram ou leram mal num sítio qualquer de que já nem se recordam.

Infelizmente, não podemos incluir nos agradecimentos o Governo e, muito menos, o Parlamento, ambos fortemente empenhados numa cruzada contra a indispensável e cada vez mais necessária estabilidade conjugal. De facto, quando já ninguém consegue esconder os desastrosos efeitos da instabilidade conjugal no crescente comportamento de risco, desviante, delinquente e criminoso infantil e juvenil, só em Portugal é que alguém se lembraria de liberalizar ainda mais o divórcio e punir ainda mais, quer a nível fiscal, quer a nível de abono de família, os pais casados!

Como anunciámos no momento do nosso nascimento (http://www.apfn.com.pt/Boletim/0/boletim.htm), continuamos de mangas arregaçadas, trabalhando para, à semelhança do que já acontece em algumas empresas e autarquias, tornarmos Portugal num país familiarmente responsável!

Para isso, contem connosco e, quem quiser, junte-se a nós!

16 de Abril de 2008


Rua José Calheiros, 15
1400-229 LISBOA
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
Tel: 217 552 603 / 917 219 197 / 919 259 666


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I Simpósio Epilepsia e Família PDF Imprimir e-mail
01-Out-2008
In Familia :: 2008.04.10

A Associação Famílias oragniza no dia 19 de Abril, em parceria com a EPI - Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia o
I Simpósio Epilepsia e Família
9h30 Auditório da Junta de Freguesia de S. Victor

Oradores
Carlos Aguiar Gomes (Presidente da Associação Famílias)
Teixeira Araújo (Representante da EPI)
Esmeralda Lourenço (Neurologista do Hospital de S. Marcos)
Firmino Marques (Presidente da Junta de Freguesia de S. Victor)


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Si Zapatero hace cumplir la Ley, los abortos se reducirándrásticamente PDF Imprimir e-mail
01-Out-2008
Cristina Gollonet
Fundación Vida :: 2008.04.08

El director de la Fundación Vida, Manuel Cruz, retó hoy al candidato apresidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero a ?cumplir con supalabra del discurso de investidura y hacer cumplir la Ley del aborto,porque así se reducirá drásticamente el número de madres que recurren aesta medida?.
La Fundación justifica esta afirmación en que ?la mayoría delas mujeres que interrumpe su embarazo, en realidad no quiere hacerlo, y, con la normativa en la mano, y si se ponen los medios para ello, muchas selo pensarán mejor cuando se les hable de las consecuencias?.

Para la Fundación Vida, ?esta iniciativa llega tarde, puesto que si sehubiera hecho desde la pasada legislatura, un gran número de niños nohabría muerto ni sus madres estarían ahora abandonadas y sufriendo elsíndrome postaborto, muchas con la rabia y el dolor de haber sidoengañadas por personas sin escrúpulos que hacen del asesinato un negociocon el que enriquecerse, como están demostrando las investigaciones dealgunas de estas clínicas, en especial en el caso del doctor Morín?.

Manuel Cruz mantiene, sin embargo, que si Zapatero ?quiere pensar en lomejor para las mujeres, debería empezar por ilegalizar el aborto, puestoque es una medida puramente destructiva para la madre, y crea situacionesde depresión, con grandes riesgos incluso de llegar al suicidio, según unestudio del Colegio de Psiquiatras británico.?.

La Fundación asegura que la verdadera apuesta por el bienestar femenino?está en ofrecer alternativas a estas madres. En que puedan superar esasituación de desesperación, en darles facilidades en viviendas, entrabajos, en tenderles una mano para que no se vean solas y puedanafrontar su situación con esperanza de mejorar?.?No se trata, pues, de asegurar que la mujer pueda acudir a abortarlibremente, o que los médicos no teman represalias, sino de luchar por unasociedad en la que esto no sea necesario, sino que la mujer embarazadapueda saber que el Gobierno está a su lado para ayudarla de verdad a serfeliz con la vida que lleva en su interior. Ésa es la verdadera solución,que evita el asesinato y la destrucción moral de la madre que accede aél?, concluye el director de la Fundación.


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Vale a pena Reclamar PDF Imprimir e-mail
01-Out-2008
Raquel Abecasis
RR on-line :: 2008.04.07

Com o Governo em pré-campanha eleitoral, qualquer reclamação pode ter eco.
O recuo na questão das custas judiciais para a adopção é apenas o exemplo mais recente.
Depois de muitas críticas o Ministério da Justiça veio dizer que vai voltar atrás na decisão de obrigar ao pagamento de custas judiciais em processos de adopção.

A decisão é bem-vinda, mas não se percebe por que demorou tanto tempo. A demora tem pelo menos uma justificação:
Obrigar os proponentes de um processo de adopção a pagar mais de 500 euros de custas judiciais não era nem engano, nem distracção. O Governo, não fosse o coro de críticas de que foi alvo, pretendia mesmo encher os bolsos com as verbas vindas destes processos. É nesta lógica que se compreende que diante da pergunta feita no Parlamento, o ministro dos Assuntos Parlamentares nos tenha brindado com mais uma das suas pérolas verbais: ?Nos casos de adopção vigoram as mesmas regras que para os restantes casos, os pobres não pagam, os outros têm que cumprir as suas obrigações.?

O Dr. Augusto Santos Silva e os seus colegas de Governo devem achar que o lugar ideal para uma criança abandonada crescer é nas instituições, de preferência estatais. Quem tentar prejudicar estas crianças e dar-lhes uma nova família, com um projecto de adopção, deve ser punido com a respectiva multa.

O que vale é que o Governo já está em campanha. Por isso, em caso de emergência, grite bastante porque, apesar de contrariado, o Governo recua.


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