| Conselho Nacional de Ética rejeita "testamento vital" |
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| 22-Jul-2009 | |
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TSF, 2009.07.21
O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida rejeitou o “testamento vital” do PS. O parecer surge depois dos socialistas terem adiado o assunto para depois das eleições.
O parecer do Conselho Nacional de Ética chega depois do PS ter aprovado na generalidade a lei do “testamento vital” e de seguida ter adiado a aprovação final para a próxima legisltaura. Uma das razões do adiamento estava relacionada com o facto do parecer do Conselho de Ética estar atrasado e ainda nao ter chegado à Assembleia da República. Uma das dúvidas surge em relação ao título do diploma (Direito dos doentes à informação e ao consentimento informado) que «induz em erro porque a declaração antecipada de vontade e o acesso ao processo clínico não relevam do consentimento informado». Os conselheiros consideraram ainda que o projecto de lei minimiza o tema das declarações antecipadas de vontade (testamento vital), dedicando-lhe apenas dois dos vinte e quatro artigos do diploma, e confunde o direito da pessoa doente a conhecer as informações pessoais de saúde com o acesso ao seu processo clínico.
O Conselho Nacional de Ética analisou três partes distintas do projecto de lei. O Conselho salienta que o parecer incide sobre o articulado do projecto de lei e não sobre as questões de fundo que lhe estão associadas e sublinha «a necessidade de uma discussão nas diversas instâncias alargada à sociedade civil» quanto a estas matérias. O diploma defende o reforço dos direitos dos doentes à sua autodeterminação, nomeadamente na aceitação ou recusa de intervenções médicas, sobretudo as que prolonguem desnecessariamente a vida (distanásia), disposições que deverão ficar ressalvadas no "testamento vital". |
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