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Cidade Louca PDF Imprimir e-mail
29-Fev-2008
cinema_mad_city.jpgTítulo original: Mad City
Realizador: C. Costa Gavras
Actores: John Travolta, Dustin Hoffman
Música: Philippe Sarde
Duração: 113 min.
Ano: 1997
Tipo: Drama / Thriller


"Cidade louca" revela uma faceta real do mundo da informação. Os meios de comunicação são um meio essencial para um bom negócio, mas são também eles um negócio.
Este filme retrata a história de um desempregado que se encontra desesperado. Trabalhava num museu e fora despedido.
Tentara falar várias vezes com a sua chefe. Um dia, dirigiu-se armado ao museu. Nem que fosse à força, mas haveria de ser recebido! Por coincidência, nesse dia decorria a visita de estudo de uma escola e um jornalista fracassado procurava também fazer uma reportagem sobre o museu. Os acontecimentos precipitaram-se. O desempregado, já um pouco irritado, disparou um tiro durante a discussão com a chefe, atingindo um guarda do museu seu amigo. Transtornado, toma as crianças como reféns. O jornalista vê nessa situação a grande oportunidade de uma reportagem ao vivo e em directo de grande audiência.
Na estação televisiva é a confusão: uns querem fazer disparar as audiências, outros preferem não avançar para o sensacionalismo… Se o conflito no interior do museu é dramático, a guerra entre os próprios elementos da televisão é dantesco, bem como com as outras estações televisivas. O que estava em jogo era simplesmente… o poder! O dinheiro envolvido era enorme. As reportagens em directo, entrevistas, criação de boatos, confirmações e desmentidos, aluguer de satélites… tudo valia. Um facto era apresentado sob determinado ângulo. Estudos de opinião pública e sondagens revelavam o efeito no público. E seguiam-se novas notícias sobre o mesmo facto… Os reféns eram heróis. Apareciam na TV. O desempregado viu a sua vida pessoal vasculhada! As audiências a isso obrigavam. As oportunidades de negócio à volta do caso multiplicavam-se.
Ao longo do filme vamos assistir a diversas técnicas de manipular as notícias, as pessoas, as instituições e as empresas… o que importava era triunfar, a vida das pessoas envolvidas na questão era secundário.
No final houve mortos e feridos. Nem tudo acabou bem e a última imagem fará então todo o sentido a quem ainda se lembrar da primeira. E tal como quando um negócio corre mal… não teria sido a falta de informação ou a sua deficiente interpretação um factor decisivo?
 
Tópicos de análise:
1.      O impacto dos mass media.
2.      Processos de manipular a opinião pública.
3.      A importância de uma boa gestão dos recursos humanos.
4.      A realização profissional não é separável da realização pessoal: o indivíduo é uno.


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