A Caminhada pela Vida 2024 na imprensa

A caminhada em Braga

Diário do Minho

Centenas de pessoas  caminharam hoje pelas ruas de Braga, reafirmando o primado da Vida e da dignidade humana.  A iniciativa, organizada em Braga pela In Familia, decorreu também nas cidades de Lisboa, Aveiro, Porto, Viseu, Coimbra, Évora, Funchal, Guarda,  Santarém, Faro e Lamego,  juntando milhares de pessoas de Norte a Sul de Portugal, na defesa e respeito pela vida humana desde a conceção à morte natural.

 A presidente da Associação In Família, Eva Almeida, realçou que são 12 as capitais de distrito que se uniram para «defender a vida», dando continuidade a uma iniciativa que surgiu em 1998, por ocasião do primeiro referendo do aborto, e após um interregno prosseguiu sem interrupções desde 2012. No início a caminhada circunscreveu-se a Lisboa, mas com o passar do tempo foi-se expandindo geograficamente como forma de celebração da vida.

«Nós não queremos, de forma alguma, que as pessoas que praticam o aborto ou a eutanásia sejam criminalizadas ou penalizadas. O que pretendemos é que as pessoas que estão em condições de fragilidade sejam ajudadas e tenham condições para decidir com liberdade e pela vida», afirmou Eva Almeida, considerando «sintomático que em Portugal em cada cinco gravidezes uma resulte em aborto e que em 2023 tenham acontecido 73 milhões de abortos a nível mundial».

A presidente da In Família alertou que na região de Braga, por dois milhões de habitantes há apenas dez camas de cuidados paliativos, considerando que «tem que haver um investimento público a nível do sistema de saúde de maneira a garantir o apoio aos mais frágeis, nomeadamente quanto aos cuidados paliativos».

Defendeu igualmente a ajuda às mulheres em início de gravidez, garantindo todos os apoios necessários aquando da existência de diagnósticos pré-natal de deficiência».

«As pessoas não têm apoios e é isso que tem de mudar a nível de investimento público porque o que nós queremos é uma sociedade humanista, que pense nas pessoas em primeiro lugar», afirmou Eva Almeida.

Este ano, além de famílias, grupos de amigos e entidades públicas, foram várias as organizações que participaram na iniciativa, garantindo uma pluralidade de expressões, como o demonstraram as tendas da Associação Famílias, do Instituto Monsenhor Airosa (IMA) e  do Poverello, instituições que diariamente manifestam no terreno os seus ideais pró-vida.


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Correio do Minho

Mais de 500 pessoas participaram, ontem, na ‘Caminhada pela Vida’, promovida pela Federação Portuguesa Pela Vida em simultâneo em vários pontos do país. Braga foi uma das 12 cidades portuguesas que aderiu à iniciativa e, desde crianças e jovens aos mais velhos, a mensagem transmitida foi clara: “escolhe a vida”, lia-se numa das faixas que abria o desfile.

“A mensagem a transmitir é a defesa da vida. Aquilo que queremos transmitir com a caminhada é celebrar a vida, promover a vida, sendo a vida o valor primordial. Sem o direito à vida como podemos reclamar outro direito qualquer? Não faz sentido nenhum”, referiu Eva Almeida, da Associação In Familia, responsável pela organização da caminhada em Braga, lembrando que o movimento ganha maior relevância pela “violação consecutiva daquele que é o essencial, que é o direito à vida”.

“Falo das questões relacionadas com o aborto e com a eutanásia. Não queremos que essas pessoas sejam penalizadas ou criminalizadas, o que se pretende é dar uma oportunidade às pessoas, porque quem opta por uma circunstância dessas é sempre uma pessoa que está numa situação de fragilidade e o que nós queremos é que se dê uma alternativa a essas pessoas. E dar uma alternativa não é dizer: façam um aborto ou pratiquem a eutanásia. Dar uma alternativa é ajudá-las, é dar-lhes condições para que possam optar pela vida”, sublinhou.


Eva Almeida criticou a falta de investimento público nesta área e “apoio aos mais frágeis” e lamentou, por exemplo, que em Braga haja, para dois milhões de habitantes, apenas 10 camas em cuidados paliativos. “Isto é gritante”, frisou.

“Quando vemos que, em Portugal, em cada cinco gravidezes, uma desemboca em aborto algo não está bem. Tem que haver um investimento na defesa da vida e gostaríamos da revogação da lei da eutanásia, que ainda não foi regulamentada”, rematou.

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A Caminhada nas várias cidades de Portugal

SIC Notícias

https://sicnoticias.pt/pais/2024-04-06-Contra-a-eutanasia-e-o-aborto-centenas-caminharam-pela-vida-em-todo-o-pais-6e7dc473


Rádio Renascença: Mais de mil pessoas caminham em Lisboa em defesa da vida

Desde o Chiado até ao Parlamento, muitos jovens ergueram a voz, a pedir o fim da eutanásia e do aborto “em favor da dignidade humana”. Entre os cartazes e as reinvidicações, houve até pedidos para o próximo governo – nomeadamente, mais acompanhamento médico às grávidas e um reforço dos cuidados paliativos.

“Viva a vida”. O cântico é simples e, apesar do sobe e desce entre a baixa lisboeta e a Assembleia da República, não deixou de ecoar pelos mais de mil manifestantes que participaram este sábado na Caminhada pela Vida. No desfile que durou mais de duas horas, houve manifestantes a chegar de todas as partes do país – e, entre as vozes que se erguiam contra a eutanásia e o aborto, ouviam-se muitos jovens.

Um deles foi José Maria. Tem 19 anos e desde cedo que se envolve em movimentos católicos – “não havia outra hipótese se não participar”. Não esconde a “alegria” de ver tantos manifestantes na casa dos 20 anos e, para ele, a questão da vida não se esgota na eutanásia e no aborto: também inclui, por exemplo, a lei da autodeterminação de género. “Cobrimos todos os temas que falem da vida, desde o início até ao fim, mas também no durante”, conta à Renascença.

Logo ao lado, está Leonor que, aos 21 anos, tem esperança de que o novo Parlamento revogue a lei da eutanásia, mas que também traga de novo a interrupção voluntária da gravidez para cima da mesa.

“É um tema que nós nunca vamos querer ver fechado da forma como está agora fechado. Por isso, e com um novo Governo e um novo rumo político do nosso país temos muita esperança de que seja um assunto que volte a ser ouvido e discutido”, apela.

Enquanto o desfile avança, os cânticos também se renovam. Se ao início, no Largo Luís de Camões, quase todos apelavam a um travão à morte medicamente assistida, agora ouvem-se palavras de ordem contra o aborto: “Porquê, porquê? Se já bate o coração”, afinam-se as vozes, já a entrar no Príncipe Real.

Para Teresa, de 55 anos, esta também não pode ser uma questão encerrada – principalmente porque o Estado está a “falhar” no apoio a dar às grávidas, algo que se vê bem “quando olhamos para as notícias e a maior parte dos problemas nos hospitais são nos serviços de ginecologia e obstetrícia”. Esta manifestante sublinha ainda que a assistência médica também não é suficiente na velhice – “o Estado tem de assegurar cuidados paliativos, antes de oferecer serviços para matar as pessoas”.

E já a Assembleia da República espreita entre os prédios coloridos da rua de São Bento quando nos cruzamos com Gonçalo. A logística para a conversa é difícil – afinal, tem a filha às cavalitas e os dois mais velhos ao lado. À Renascença, diz-se “surpreendido” com a adesão dos jovens, mas aplaude o “otimismo que dá esperança, já que a mudança está na mão deles”.

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