A Taxa de lixo, que no fundo é mais um imposto, destina-se a pagar os custos associados ao tratamento do lixo, seja do que é reciclado, seja do que é enviado para aterro.
O valor a pagar pelo tratamento de resíduos, ou seja a taxa de lixo que aparece na sua fatura da água, é o resultado do trabalho de várias entidades.
O consumidor paga às autarquias – que por sua vez assumem esta tarefa ou concessionam a recolha – para que o lixo seja levado para locais específicos onde é tratado.
Consequentemente, a taxa de lixo que é depois cobrada às câmaras varia em função do tratamento final que é dado aos resíduos, penalizando aqueles que não são enviados para reciclagem, mesmo existindo essa possibilidade.
A questão é que, como a sua autarquia não tem como saber se o cidadão X recicla ou não, nem a quantidade de lixo que este produz, acaba por fazer um cálculo com base no consumo de água.
Parte-se assim do princípio de que quem gasta mais água também produz mais resíduos, provavelmente porque tem um agregado familiar maior, pelo que o valor da taxa de lixo é proporcional.
Na realidade quanto mais resíduos forem enviados para reciclagem, menor é a taxa de lixo paga.
Ou seja, quanto mais pessoas reciclarem, menor a fatura para o município e menor deverá ser também o valor pago pelo consumidor final.
