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João César das Neves
Destak :: 2008.03.13

No aniversário do referendo do aborto existiram importantes iniciativas das forças de defesa da vida: manifestações, conferências de imprensa, estudos e declarações. Isto para si é seguramente uma novidade, porque quase ninguém teve conhecimento delas. Já passou um mês e podemos dizer com segurança que a imprensa, em geral, boicotou tais notícias. Perante os protestos dessas forças veio uma justificação: dado que o outro lado não se movimentou, os jornais, rádios e televisões foram forçadas a passar em claro tais actividades, para não se fazer um relato enviesado.

Há muito que é conhecida esta atitude jornalística de sempre ouvir os dois lados em confronto. Trata-se de uma prática sólida e justa que deve ser cumprida. Curioso que ao longo das últimas décadas nunca tenha sido cumprida no problema do aborto. Quando a lei proibia a prática, bastava alguém dizer-se contra que tinha microfone garantido. Nessa época não era preciso ouvir o outro lado. Agora as coisas inverteram-se. A lei, não só permite, mas subsidia e fomenta o aborto como uma prática excelente. Infelizmente passou a ser preciso cumprir as regras do relato equilibrado. Se os adeptos da nova lei ficarem calados, conseguem automaticamente silenciar o outro lado.

Vale a pena meditar um pouco sobre esta arbitrariedade com que a imprensa aplica a justiça. Certas causas têm cobertura certa, sem ninguém se preocupar em ouvir o outro lado. Ser contra a pena de morte ou a globalização, favorecer o aborto ou a eutanásia são casos destes. Essas causas não precisam de imparcialidade.

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Imparcial?
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