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2008.04.29
Thereza Ameal

Amigos,

Pois é, o nosso governo decidiu fazer uma lei do “divórcio fácil,rápido e barato”. Só é pena que não dê milhões. O casamento passa a ser um contrato com menos garantias do que o que fiz com a Vodafone, e os mais frágeis (neste caso eu, e na maior parte das vezes as mulheres) ficam sem qualquer protecção. Os filhos tornam-se oficialmente armas de arremesso entre os cônjuges (infelizmente já há tendência para isso mas até aqui uma entidade reguladora e independente intervinha, agora os pais que se organizem).
Só para dar um exemplo, vou contar um caso hipotético: o meu.

Tenho 45 anos. No início da minha vida de casada fui convidada para ser assistente na Universidade, o Miguel, meu marido, tinha iniciado a sua vida profissional num emprego menor num hotel. O meu salário seria muito melhor do que o dele mas apesar do sacrifício que foi para mim abdicar duma carreira interessante, foi de comum acordo que decidimos que eu ficaria em casa; pensámos, e não estamos arrependidos, que seria melhor para os filhos, para a nossa vida familiar, e que ajudaria a carreira do Miguel na hotelaria caso fosse necessário ele mudar de cidade ou até de País. Desde aí, todas as decisões no que diz respeito ao seu trabalho, investimentos, etc., foram tomadas em conjunto, e eu fui mesmo a sua “secretária de direcção” em casa, como dizemos na brincadeira.
Mas imaginemos que o meu adorado marido (aliás, incapaz duma coisa dessas, graças a Deus), se deixava enfeitiçar por uma jovenzinha de 20 anos. Saía de casa e decidia, sem o meu acordo, divorciar-se.

Teoricamente, e ilusoriamente, eu não trouxe absolutamente rendimentos nenhuns para a nossa família (na partilha de bens seria tudo para um marido que acabava de quebrar as suas promessas neste contrato que agora não vale nada). Os nossos filhos já são crescidos e independentes, só um estará ainda na Universidade por algum tempo (por isso não haveria pensões de alimentos). Com o meu acordo, mudámos há algum tempo do meu apartamento alugado para vivermos numa casa que ele herdou da sua família. Conclusão: eu, que me dediquei a vida inteira ao meu marido e aos meus filhos, que abdiquei duma carreira por amor a eles, que cumpri sempre com o melhor de mim mesma aquilo que prometi um dia há 23 anos, ver-me-ia sem casa, sem um tostão, e, sem experiência de trabalho, à procura dum primeiro emprego aos 45 anos (ou aos 60 se a história se passasse mais tarde).
Para este governo, as leis não são feitas para proteger os mais fracos: foram os bebés por nascer, agora os mais vulneráveis dentro do casal, em breve serão os doentes e velhinhos no aproximar da morte.

Às vezes nem deve ser por mal, deve ser mesmo só por estupidez! Por favor, escrevam a insurgir-se contra isto para a lista de endereços seguinte:

cds-pp@cds.pt , psd@psd.pt, portal@ps.pt, pcp@pcp.pt, bloco.esquerda@bloco.org, DRAA.Correio@ar.parlamento.pt,DAC.Correio@ar.parlamento.pt, DSATS.Correio@ar.parlamento.pt, DAPLEN.Correio@ar.parlamento.pt, Parlamento.Jovens@ar.parlamento.pt,blocoar@ar.parlamento.pt, gp_pcp@pcp.parlamento.pt, Correio.Geral@ar.parlamento.pt, gp_ps@ps.parlamento.pt,gp_psd@psd.parlamento.pt, gp_pp@pp.parlamento.pt, PEV.correio@pev.parlamento.pt, GABSG@ar.parlamento.pt

Um abraço amigo, e vamos defender tudo o que é importante, não podemos ficar de braços cruzados!

Thereza Ameal (Amêndoa)

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O que aconteceria se o Miguel me abandonasse, com a nova Lei do Divórcio?